Qual face prevalecerá?

A partir de hoje esse espaço será utilizado também para análises das partidas que eu conseguir acompanhar. De preferência falarei de jogos dos campeonatos aqui do Brasil. Jogos internacionais só quando for alguma partida de grande destaque. Começo com Santos 1 x 2 Palmeiras, realizado ontem na Vila Belmiro, válido pela 33ª rodada do Brasileirão.

Quem conhece os quadrinhos e filmes do Batman, sabe quem é o vilão Duas Caras. Sua história foi bem contada em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Mas, enfim, o que interessa é que a personagem tem um conflito entre o bem e o mal e decide suas ações na base da moedinha.

O que isso tem a ver com Santos x Palmeiras? Bem, começo a acreditar que toda vez que os jogadores do alviverde estão na porta do vestiário, o técnico Vanderlei Luxemburgo tira uma moeda do bolso, a joga para o alto e assim indica ao seus jogadores se eles serão um time de técnica, pegada e velocidade; ou se serão um time lento, descompromissado, que nem de longe se preocupa em lutar pelo título nacional. 

Até a metade do Brasileirão a moedinha tendeu bastante para o bom futebol (será que o Valdívia era o sortudo?), mas, já faz muito tempo que o lado que tem prevalecido é que faz o Porco jogar mal. Mas, o que me impressiona, é que em algumas partidas, como ontem, a moedinha deve estar caindo em pé. Aí os atletas do Luxa, não sabem como atuar, e acabam tentando jogar um pouquinho de cada maneira, ficando no fim das contas, absolutamente perdidos.

Ontem, deram preferência por começar bem. Logo no primeiro minuto uma bela trama e gol de Kléber. Com muita técnica e velocidade o time foi abafando o Santos e por pouco não ampliou. Só que chegara a hora de jogar mal. E o alviverde fez isso muito bem. O Peixe foi como tudo para cima e só não empatou no primeiro tempo por causa do goleiro Bruno. O atacante Kléber se preocupou mais com as tradicionais cotoveladas. Diego Souza desapareceu, e o meio-campo só parava o Santos na base da botinada. E assim foi até o fim do 1° tempo.

Era hora de voltar ao bom futebol. Mas, Luxa deve ter esquecido de combinar com os seus jogadores. Na base da pressão o time da casa empatou com um gol contra do goleirão alviverde. E pior, mesmo com o limitado time que tem, o Santos poderia ter virado e ampliado. Estava muito fácil. Será que depois de sessenta minutos rodando, a moeda finalmente caíra para um lado? E resultou no pouco inspirado do time do Palestra? O pingo de sorte que sobrara ao time era a falta de competência nas finalizações de Molina, Kléber Pereira, Lima e cia.

Luxa ainda foi expluso, o time ficou nervoso. Porém, nos dez minutos finais, o time lembrou que deveria jogar bem pelo menos por uns instantes (é, a moeda não caíra). Voltou a pressionar e depois de um cruzamento ruim de Leandro que desviou em Wendel, a bola passou por toda a área do Peixe, e Léo Lima, que entrara na segunda etapa, sozinho colocou na rede. O Santos não merecia levar o gol, mas, seguindo a máxima do quem não faz leva, sentiu o gostinho amargo da derrota.

Faltam cinco jogos para o fim do Brasileirão. Antes do campeonato começar o time era um dos favoritos, credenciado pelo título paulista. Só não dava para contar que passaria a brincar com sua sorte. Ontem, conseguiu ser mais forte que ela. Será sempre assim? Eu não acredito.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s