Como rola a bola no país do futebol?

Dizem os especialistas em preparação esportiva, que uma pré-temporada de alta qualidade deve durar 45 dias. Assim, o atleta estaria preparado física e psicologicamente, além disso, haveria tempo para criar condições para a formação de uma equipe, entrosando-a. Na Europa isso fica bem perto de acontecer, apesar das “excursões” caça-níqueis, de alguns gigantes. Mas, como vocês sabem, no Brasil tudo é muito diferente. O ano nem chegou a 45 dias e já temos campeões de turno, times com partidas decisivas na Libertadores, outros até poupando titulares. Então, como estamos perto da marca apontada para a preparação ideal, é hora de um balanço inicial sobre os primeiros momentos dos grandes brasileiros. Hoje começo com os cariocas.

FLAMENGO: Como todos sabem, contratou pouco e manteve a estrutura principal do elenco, mas, a mudança do treinador mudou a cara do Rubro-Negro. O grande problema é que essa real face anda indefinida. O time ainda não apresentou bom futebol e nem mesmo foi testado contra um adversário mais forte. Como Léo Moura e Juan não andam em boa fase, o time tem precisado mais do setor de meio-campo, só que Cuca ainda não encontrou a formação ideal. É o caso típico do que a falta de pré-temporada faz com os times brasileiros. Provavelmente, se tivesse mais duas semanas de treino, o Flamengo entraria voando em qualquer competição.

Destaque: Apesar da falta de inspiração, transpiração não tem faltado e a equipe tem conseguido vencer nos minutos finais.

FLUMINENSE: Sem dúvida o time que mais investiu no Rio, entretanto, coisas inexplicáveis acontecem, como a falta de um lateral-direito. O ataque também não tem funcionado com Róger e Leandro Amaral. Parece que os jogadores só vão resolver jogar quando a “bomba” anunciada por Roberto Horcades chegar. E quanto a isso, o tricolor pode se animar, afinal, o acerto com Fred parece cada vez mais certo. Mas, reforços ainda precisarão chegar para o time engrenar.

Destaque: Renê Simões pode até não estar dando show de competência nesse começo de trabalho no Flu, mas, mantê-lo foi a decisão certa, para que o clube não repita erros do passado recente.

BOTAFOGO: O Alvinegro buscou contratar de acordo com o gosto do seu técnico. Ney Franco trouxe vários jogadores com quem já tinha trabalhado e com isso, tem um elenco que joga por ele. Pode parecer pouco, mas, é um ponto importante no futebol atual. O torcedor não espera um futebol virtuoso desse time, que assim como o Flamengo precisa de um teste para ver até onde está bem preparado para enfim dar um título ao seu torcedor.

Destaque: A rápida afinação da dupla de ataque Reinaldo e Victor Simões, com o segundo já se tornando admirado pela torcida.

VASCO: Contratou muito, até por necessidade, para varrer do elenco os jogadores do rebaixamento. Mas, tantas mudanças carecem de tempo para que se aponte o desempenho do elenco e do treinador. Nesse começo o time mostrou vontade, mas, nítida falta de entrosamento. Contra o Fluminense, por exemplo, o torcedor viu um Vasco aguerrido, mas, pouco inspirado. O que pode atrapalhar esse começo de temporada são as turbulências externas, como as acusações do ex-vice-presidente de marketing a atual direção, e a perda de 6 pontos, que tira o time da briga pela Taça Guanabara.

Destaque: A recuperação do goleiro Tiago, que depois de muitas falhas, e de ter amargado o banco de reservas, se tornou um dos líderes da equipe. Contra o Fluminense foi o melhor em campo.

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