Prefeitura estampa logo na camisa do PEC

Matéria publicada em 10/04/2010

Você pode até achar que a prefeitura referida no título desta reportagem, é a de Petrópolis, entretanto os torcedores que acompanharem a próxima partida do Poker/PEC, na cidade, vão se deparar com uma novidade. É que o clube petropolitano passará a estampar a logomarca da Prefeitura de Três Rios em seus uniformes durante toda essa temporada. A notícia, já havia sido antecipada pelo jornalista Roberto Márcio, da Tribuna de Petrópolis.

Segundo, o presidente do PEC, Norberto Mello, a decisão é um agradecimento ao prefeito da cidade vizinha, Vinicius Farah, que fez a aproximação do clube com empresas de Três Rios, que vão apoiar dois projetos do time amarelo, azul e branco. Mello, não revelou quais são as empresas, que farão aporte financeiro no centro de performance do clube; no laboratório de fisiologia e biomecância; na reestruturação da sala de musculação e fisioterapia; além de ajudar nos custos de logística da equipe.

O presidente do clube ressaltou que não existe nenhuma verba da prefeitura entrerriense investida no PEC. “O prefeito Vinícius Farah nos procurou e ofereceu ajuda para apresentar empresas que poderiam ser parceiras do clube, só isso”, garantiu Norberto Mello, que afirmou nunca ter procurado a prefeitura de Petrópolis, afim de solicitar parceria ou patrocínio. “Como gestor do projeto, nunca quis ter envolvimento com a prefeitura”, revelou. De acordo com o presidente, essa decisão visa não criar nenhum tipo de dependência junto ao poder público. “A cidade faz a oferta, em seguida o prefeito muda, ele tem o direito de reavaliar suas prioridades e eu posso acabar tendo que sair”, disse, relembrando o caso do time de futsal de Teresópolis, que após a mudança na prefeitura em 2008, encerrou suas atividades, pois o time era totalmente dependente do dinheiro da prefeitura.

Clube permanece em Petrópolis

Sobre os boatos do PEC, sobre uma possível mudança para o município de Três Rios, Norberto Mello garante que essa não é uma possibilidade irreal, “entretanto, isso envolve inúmeros fatores, como infra-estrutura, por exemplo”. O presidente afirma que essa é uma possibilidade a ser estudada, entretanto, que a transferência seria uma projeto a ser executada e médio e longo prazo. O presidente estuda a possibilidade de abrir um núcleo na cidade vizinha.

Mello confirmou que já houve sondagens para que o clube fosse para a cidade vizinha, entre outras. “Algumas até de fora do estado”, revelou. E esse interesse se dá por conta da visibilidade que o PEC atingiu nacionalmente, devido as suas participações na Liga Futsal. “O Brasil inteiro conhece o clube”, disse o dirigente. Ele conta que várias vezes procurou empresas da cidade e também de fora, e leva todo o material referente a exposição de mídia que o PEC já teve. “E olha, que excluímos o que sai na imprensa petropolitana, que nos cobre com frequência muito maior. Mostramos e comprovamos todo o retorno de mídia do clube”, garante.

Pouco apoio na cidade

Segundo Norberto Mello, o Petrópolis Esporte Clube nunca foi procurado pela prefeitura do município. Ele lembra que em 2002, na primeira temporada da equipe, os atletas carregavam o nome da cidade em uma mensagem estampada na camisa do clube. Mello ainda citou o fato da empresa petropolitana Ikinha, ter estampado sua marca durante alguns anos na camisa do clube.

O dirigente aponta que o PEC não é o único que recebe pouco apoio em Petrópolis. “Creio que deveria haver uma maior mobilização para ajudar os clubes da cidade, como o Serrano, o Petropolitano, entre outros”, afirmou.

Recentemente, o Kaiserburg, time da 3ª divisão do Campeonato Carioca deixou a cidade e se transferiu para Xerém, se queixando de falta de apoio no município. O Serrano abandonou a disputa da mesma competição por não conseguir encontrar um parceiro para garantir a participação no campeonato estadual. Na última quinta-feira (01), foi publicado aqui no Diário de Petrópolis, que o corredor Guilherme Ademílson deixara a equipe TJRP, e se transferiu para a BM&F, de Campinas. Segundo, o seu ex-treinador, José Roberto Pantaleão, o atleta não tinha nenhum patrocinador, e para realização de seus treinamentos, ou participação em competições, era preciso que a família do atleta, ou o próprio José Roberto, tirassem dinheiro do próprio bolso.

O Diário de Petrópolis tentou entrar em contato com a Prefeitura Municipal, ou com a Secretaria de Esportes e Lazer da cidade, através da assessoria de comunicação do município. Entretanto, não obteve nenhuma resposta até o fechamento desta edição.

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