Prefeito Paulo Mustrangi alvo de duras críticas na Câmara

Íntegra da matéria publicada em 09/12/2010 em O Terminal

O aumento da tarifa do transporte público de R$ 2,20 para R$ 2,50, decretada na semana passada, está isolando o prefeito Paulo Mustrangi e a cúpula da administração municipal. Ontem, em sessão na Câmara dos Vereadores, muitas críticas foram disparadas, inclusive vindos dos parlamentares do PPS, principal aliado do PT, desde a composição de chapa das eleições de 2008.

Líder do governo na casa legislativa, Wagner Silva (PPS), reforçou sua indignação como o aumento, que passou por cima da “Comissão de Notáveis”, criada para discutir melhorias para o transporte da cidade. O vereador, que entrou na Justiça, tentando liminar para fazer voltar o valor da tarifa para R$ 2,20, ainda afirmou temer novos reajustes no início de 2011.

– A licitação das novas empresas só acontecerá em abril, não tinha nada que aumentar o valor agora. O que fizeram foi uma antecipação desse reajuste. E minha preocupação é que, havendo nova licitação, o preço da passagem chegue aos R$ 2,70 – indignou-se Wagner, que ainda afirmou que o aumento serviu para pagar o 13º dos funcionários das empresas de ônibus que atuam na cidade.

Wagner Silva ainda falou que seguirá como base do governo Mustrangi, mas, que a oposição a atual administração, não pode ser chamada de hipócrita ou demagoga. E ainda afirmou que há pessoas, da linha de frente da administração que estão influenciando, negativamente, o prefeito.

– As pessoas que o prefeito está ouvindo, não sei se o presidente da CPTrans (Orlindo Pozzatto), ou o procurador do município (Henry Grazinolli), devem estar com o juízo perdido. Acho que estão querendo governar a cidade, sem ser pelo voto.

Para os vereadores, a forma correta do Executivo conduzir a situação em que se encontra o transporte público, seria reunindo vereadores, o Conselho Municipal de Transportes (Comutran), apresentando planos de ação. Além disso, os parlamentares cobraram que a decisão sobre reajuste de tarifa, volte a passar pela Câmara, o que não acontece desde o governo Bomtempo.

– Não só a questão das passagens, como a redução do manuseio das verbas aprovadas no Orçamento, tem que passar por discussão na casa, e tem que ser deliberativo. O poder passou, completamente, do Legislativo para o Executivo, e temos que retomar isso que perdemos – disse o presidente da Câmara, Bernardo Rossi (PMDB).

Segundo os próprios vereadores revelaram, hoje eles participarão às 14h, no gabinete do Prefeito, reunião entre o chefe do Executivo. O assunto não foi divulgado oficialmente, entretanto, deve ser pedido ao Legislativo, apoio em reformas no organograma de secretarias. Os parlamentares também devem discutir o reajuste da tarifa.

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