Reunião entre prefeito e vereadores acalma ânimos

Íntegra da matéria publicada em 10/12/2010 em O Terminal

Depois de um início de semana conturbado, o prefeito Paulo Mustrangi e o Procurador Geral do Município, Henry Grazinoli; se reuniram com onze vereadores para discutir, entre outros projetos, o reajuste da tarifa de ônibus. Após o encontro, os parlamentares se mostraram mais flexíveis, quanto ao aumento.

Mustrangi e Grazinoli explicaram todo o processo de abertura de licitação para novas empresas de ônibus; o cálculo para recomposição da tarifa de ônibus há dois anos congelada; e o projeto enviado à Câmara Municipal que reduz a taxa de gerenciamento da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) e o Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pelas empresas de transporte coletivo.

Os vereadores que compareceram, foram Paulo Igor e Roberto Naval (PMDB); Márcio Muniz e Samir Yarak (PSC); Albano Filho, Osvaldo do Vale, Jorginho Banerj e Gil Magno (PSB); João Tobias (PPS); Marcelo Motorista (PDT); Renato Thomé (PSDC). Bernardo Rossi (PMDB), Thiago Damasceno (PV) e Dudu (PSDC), não compareceram alegando outros compromissos. Já o líder do governo Wagner Silva (PPS), afirmou que foi convidado, mas, não tinha motivo para comparecer.

– Eu não tinha o que fazer lá. Tenho uma ação contra o reajuste da passagem e não tenho que conversar sobre isso com o prefeito. Na minha opinião essa reunião deveria ter acontecido antes do aumento ter sido tornado público.

Vereador da base governista, Paulo Igor, avaliou como positivo o encontro e que Mustrangi já vinha conversando com os parlamentares durante a semana. O peemedebista afirmou que já grande preocupação da administração municipal de atrair empresas para a licitação, que deverá acontecer até o fim de fevereiro.

– Entendemos que a população se preocupa com o valor da passagem; mas, tenho certeza, que se preocupa, de igual forma, com a qualidade do serviço oferecido.

Paulo Mustrangi explicou a população que este aumento é fundamental para que o sistema público de transporte seja reorganizado. Além disso, a passagem poderia ser mais cara, se o Executivo não estivesse se movimentando para que o impacto para a população fosse o menor possível.

– Vale ressaltar que o valor da tarifa em R$ 2,50 já foi baseado na desoneração das empresas, com essa redução da taxa de gerenciamento e de ISS. Se não fosse assim, a tarifa teria que ficar em R$ 2,62, conforme planilha da CPTrans. Como vocês sabem, pegamos um sistema completamente sucateado. Essa reorganização é necessária e quem sairá ganhando é a população

Mustrangi pediu apoio a projetos que serão enviados à Câmara semana que vem

Além da discussão sobre o reajuste da tarifa de ônibus, a reunião do prefeito Paulo Mustrangi com os vereadores, tratou de projetos que serão encaminhados a Câmara. Os assuntos giram em torno de nova organização das secretarias de Saúde e Educação; do remanejamento de verbas do Orçamento; e do reajuste dos salários dos médicos.

E a tendência, pelo que se viu nos corredores do Legislativo, é que os vereadores atendam os pedidos do chefe do Executivo. Entretanto, não há nenhum parlamentar que fale em acordo, para que os projetos da Prefeitura seja aprovados irrestritamente.

Sobre a reestruturação das secretarias de Saúde e Educação, a maior novidade será a recriação dos cargos de sub-secretários, em ambas as pastas. O objetivo é evitar a sobrecarga que vem acontecendo com os titulares.

– A Saúde, por exemplo, trabalha com o Orçamento de prefeitura. São R$ 150 milhões, talvez mais do que cidades como São José do Vale do Rio Preto e Areal. Sem dúvida, é muito para ficar sob a responsabilidade de um secretario apenas – disse João Tobias.

Sobre o remanejamento de verbas, que segundo o Orçamento enviado pela Prefeitura, Mustrangi pode transferir 30% do total de mais de R$ 521 milhões, sem precisar da aprovação da Câmara. Na quarta-feira, será votada emenda que restringe esse valor a 15%.

– O prefeito afirmou que esse valor fixado em 15% inviabilizaria a sua gestão. Ninguém prometeu voto, nem nada, e agora todos vão estudar o que fazer – afirmou Márcio Muniz, que tinha projeto que fixava o remanejamento em 20%, que foi retirado.

Além disso, houve compromisso de enviar para votação, ainda na semana que vem, projeto que reajusta os salários dos médicos ambulatoriais; além dos de urgência e emergência da Posse e Pedro do Rio. A categoria deu até o dia 13, como limite para não entrar em greve.

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