A crise que faz bem para a ‘Squadra Azzurra’

Falta pouco mais de um ano para a Copa do Mundo do Brasil. Claro que ja podemos cravar alguns favoritos, como Espanha, Alemanha, Argentina e claro, o anfitrião Brasil. Os italianos, ainda fora dessa lista, obviamente não serão meros figurantes, não apenas pelo peso de sua camisa, mas também por um processo de crescimento que faz parte de um fenômeno de ” renacionalização” dos clubes do país.

Voltemos a três anos atrás, quando a Inter de Milão conquistava a Liga dos Campeões da Europa sem um italiano sequer no time titular.  Um mês depois, a ‘Squadra Azzurra’ chegava para disputar a Copa do Mundo da África do Sul com um time formado por uma mescla de veteranos e atletas inexperientes, alguns reservas em seus clubes.

Inter de Mourinho, Zanetti e Julio César, campeã da Liga dos Campeões em 2009/2010

O resultado foi catastrófico,  ainda mais se tratando dos atuais campeões mundiais, com os italianos terminando na lanterna em chave que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Se é que pode ser pior, a campanha não teve uma vitória sequer.

Poucos meses depois, a crise econômica europeia explodiu, com a Itália sendo um dos países mais afetados. Os clubes acabaram sendo fortemente atingidos e investimentos minguaram. Estrelas estrangeiras juntaram as trouxas. Abriu-se espaço para que jogadores caseiros ganhassem espaço.

Assim, Andrea Barzagli, Leonardo Bonucci, Claudio Marchisio e  Sebastian Giovinco (Juventus),  Andrea Ranocchia (Inter de Milão),  Antonio Candreva (Lazio),  Mario Balotelli e Stephan El Shaarawy (Milan), só para ficar em jogadores convocados para o amistoso contra o Brasil, ganharam espaço em suas equipes, ao mesmo tempo que fincavam espaço na seleção.

Balotelli, Pirlo e Chiellini, pilares da seleção italiana que disputará a Copa do Brasil

Por quê isso é importante? Para que o tão conhecido estilo de jogo do futebol italiano se consolide. Em 2010, a poderosa Inter tinha José Mourinho como técnico, enquanto o Milan tinha Leonardo. Hoje, há poucas rodadas do fim da temporada 2012/2013, apenas a Lazio tem técnico estrangeiro, o sérvio Vladimir Petkovic.

Embora cada treinador tenha seu estilo e adote forma diferente de jogar, há variáveis quase onipresentes no futebol do país, com grande força de marcação, qualidade de passe e alto poder de finalização. Com essa conjuntura formada, fica mais fácil para que o técnico Cesare Prandelli implemente uma filosofia de jogo a seleção.

E essa remodelada Itália já mostrou a que veio, com o vice-campeonato da Eurocopa, competição na qual empatou com a Espanha na fase de grupos e atropelou a Alemanha nas semifinais. Tá certo que na própria final da competição, quando foi goleada pela ‘Fúria’, assim como no início das Eliminatórias, quando empatou com a Bulgária e venceu Malta “só” por 2 a 0, o bom futebol não apareceu.

Quem conhece a história da ‘Squadra Azzurra’, no entanto, sabe que os quatro anos anteriores ao Mundial são pouco revelantes para termos de previsão. Então é bom ficar de olho nesse gigante. E fica a dica: torçam para não haver um escândalo de corrupção e fraudes em apostas no próximos meses, pois…

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Um comentário sobre “A crise que faz bem para a ‘Squadra Azzurra’

  1. Sou torcedor da Itália há muitos anos, na ausência do Brasil, Avante Azzurra!!

    Pelo que dá pra notar do texto (muito bem elaborado por sinal) é que essa mudança foi totalmente casual, em virtude dos vários problemas, e deu certo.

    Vejo o futebol italiano hoje com mais capacidade ofensiva no meio, como não foi em 2006.

    Seria bonito ver um Brasil x Itália na final.

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