Ídolo do Botafogo, Seedorf ganha “xará” carioca

Colocar o nome em um filho para alguns, é tarefa difícil. Para o carioca Cleber William de Araujo a decisão foi simples e rápida. Em agosto do ano passado, quando ele e a esposa Rosani se descobriram “grávidos”, o torcedor fanático do Botafogo não titubeou: “vai se chamar Seedorf”.

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No começo a dona de casa achou o nome muito diferente e ainda tentou convencer o marido, pedindo o nome de outro jogador. Fã de Túlio Maravilha, Jefferson e Garrincha, Cleber arrumou uma forma inusitada de fazer pressão: “se não for Seedorf, vai ser Loco Abreu”. Com a ameaça, Rosani cedeu.

“No fim das contas, ele é quem registra. Iria colocar o que resolver, não adianta brigar”, disse a esposa. Ela, pelo menos, ganhou o direito de acrescentar o segundo nome no bebê: Miguel.

Ídolo e espelho

Cleber explicou que a ideia já estava na sua cabeça desde que o holandês acertou com o Fogão, em junho do ano passado. “O cara é um ídolo, foi a maior contratação no ano passado e nesse ano vai ganhar o Brasileirão, que vai ser o primeiro presentão do meu Seedorf”, acrescentou.

Para o pai, algumas das características do craque do Botafogo o tornam referência não apenas como atleta.  Desempregado há sete meses, Cleber torce para que o nome inspire o filho a ter Seedorf como exemplo, inclusive na escolha da profissão. “Eu gostaria que ele fosse jogador, que tenha uma personalidade boa e que também seja muito educado. Um cara positivo.”

Mais pé no chão, Rosani garante que se preocupa com as possíveis consequências de um nome diferente: “é o sobrenome de alguém famoso. Não sei se vai ajudar, atrapalhar ou até mesmo se ele pode sofrer algum tipo de bullying na escola, mais tarde. Eu só desejo que ele tenha um futuro brilhante”.

O pequeno Seedorf Miguel nasceu no dia 24 de abril, mesmo mês que o ‘xará’ holandês veio ao mundo – o jogador completou 37 anos no dia 1º. “Se eu pudesse, faria o parto do meu filho no Engenhão, com todos os médicos vestidos de camisa do Botafogo”, se diverte Cleber.

De acordo com a Corregedoria Geral da Justiça do Estado do Rio de Janeiro, responsável pelo registro civil, desde a contratação do jogador pelo Botafogo até março deste ano, duas crianças receberam dos pais Seedorf como segundo nome: o carioca Bernardo, em agosto, e o caxiense Miguel, em dezembro. Assim, o bebê de Jacarepaguá é o primeiro a ser batizado com  o sobrenome do holandês.

A primeira homenagem feita ao jogador no estado, no entanto, é de 2006, quando o Seedorf atuava no Milan. Um casal, do distrito de Magé, em Duque de Caxias batizou o filho de Arthur Seedorf.

Deus da Raça

Ídolo do Flamengo, um certo Antônio José foi outro que viu seu sobrenome ser eternizado por gerações de torcedores. Há cinco ou seis anos atrás, ao conversar com uma funcionária do Banco do Brasil do interior de São Paulo, o “Deus da Raça” Rondinelli descobriu que mais de 3 mil correntistas da instituição eram seus “xarás”. “No banco de dados encontramos todas as variações possíveis, até uma Rondinélia”.

O ex-zagueiro confessou ter se emocionado recentemente, quando, em um evento do Flamengo no Rio Grande do Norte conheceu uma criança de dois anos, batizada com o nome que consagrou. “É muito gratificante. Isso é fruto de uma paixão que fala muito alto. Tenho muito orgulho de ter passado pelo Flamengo, naquela equipe que fez tanto e ser uma referência dessa forma”, garantiu Rondinelli, que abandonou o futebol em 1989.

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