Presente de grego cruzmaltino

Meu aniversário de 30 anos foi comemorado neste domingo. Dia ótimo com a família, revendo familiares a amigos, com muitas mensagens de parabéns chegando, mas que teve um momento triste, afinal de contas, o Vasco da Gama me presenteou com sua entrada na zona de rebaixamento do Brasileirão.

Em casa, o Vasco perdeu para o Muricybol e, outra vez, não mostrou ter forças para reagir

Quem já caiu – no Brasil apenas Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Santos e São Paulo não sabem o que é isso – sabe bem o que significa estar na região da degola. Seja lá momento do campeonato que for, a aflição é grande, com sentimento de “agora ferrou tudo”. Para o Vasco está sendo exatamente assim. É o medo do início de uma longa agonia.

Depois de conquistar o título da Série B em 2009, o Vasco ocupou essa maldita zona por cinco rodadas no início da competição do ano seguinte. Na atual edição, o clube esteve lá ao fim da sétima rodada, com a derrota para o Flamengo. Depois do maior rival, ontem foi dia de outro time que está entalado na garganta nos derrubar.

Não vi o jogo e preferi ler pouca coisa de repercussão da derrota, e sabe o que me preocupa? Ler o Dorival dizendo “faltou sorte”. Isso depois de duas derrotas seguidas para concorrentes diretos na zona de rebaixamento. E com resultados construídos da mesma forma, a partir de escalação errada, com posterior lançamento de time ao ataque e gol para matar o jogo. Assim foram os 2 a 0 aplicados por Portuguesa e São Paulo.

Na internet, Dorival já vai virando “Burrival”. Justo?

O que mais me preocupa é ver que falta força de reação, talvez por time e comissão técnica não entenderem a fase que vivem. Acho que o Vasco até poderia montar um time titular razoável, mas como vem sofrendo com desfalques por contusão – Guiñazú, Sandro Silva, os dois homens de marcação no meio-campo -, e pela insistência de Dorival Júnior com jogadores como Fillipe Soutto, Pedro Ken, Edmílson – nem quero falar sobre Diogo Silva -, a coisa vai complicando cada vez mais.

Nem acho que se faz justiça com o Vasco no Z-4. Em jogos contra Vitória, Goiás, Santos e até mesmo contra o Cruzeiro, o número de pontos obtidos poderia ter sido maior. Com quatro a mais, o time estaria em 11º, não em 17º, dado o equilíbrio nas últimas posições apresentado no Brasileirão deste ano. Infelizmente sofremos com o efeito da era “força mental” de Paulo Autuori, e quando parecíamos reagir, o técnico atual parece querer colocar tudo a perder.

É preciso reconhecer que as coisas estão erradas, em alguns casos absurdamente erradas. Faltam 17 rodadas e sei que muita coisa pode acontecer. Só quero deixar bem claro, no entanto, que depois de uma derrota dolorida no aniversário, não quero uma Série B de presente.

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