Red Bull vira vítima das “forças ocultas” da Fórmula 1

O Quatro Linhas sairá hoje dos campos e partirá para os autódromos com o assunto Fórmula 1, já que a temporada 2014 do Campeonato Mundial terá início na próxima semana. De antemão aviso que eu mesmo desconfio do que virá na sequência deste texto, em que vou desenvolver a teoria do meu pai, que não deixa de fazer sentido neste ano de enfraquecimento da Red Bull, tetracampeã mundial de construtores, e escuderia de Sebastian Vettel, também dono de quatro títulos.

Vettel #xatiado ao saber que dificilmente conquistará quinto título

Segundo seu João Paulo, lá de Petrópolis, na Fórmula 1 “forças ocultas” (tá, ele não diz isso, mas me pareceu muito mais legal do que falar em interesses comerciais), fazem com que hegemonias sejam quebradas das mais diversas formas, pelo bem da disputa na pista e fora dela. É o caso do pacotão de mudanças de regulamento que servem para justificar a queda da equipe conhecida como RBR pela Rede Globo, que na verdade ocorreria de um jeito ou de outro.

A primeira vez que isso teria acontecido foi na temporada 1992,  em que a Mclaren iria atrás do quinto título seguido, depois de três conquistas de Ayrton Senna e uma de Alain Prost. Sem alterações grandes no regulamento que justificassem a queda do time principal, “liberaram geral” para a Williams, que com um carro cheio de aparatos tecnológicos – ilegais até, dizem alguns -, fez a festa com Nigel Mansell que obteve 14 poles em 16 provas,  vencendo 10 delas, e conquistando o título com quase o dobro de pontos de seu companheiro, Riccardo Patrese.

Senna amargou apenas o quarto lugar na temporada 1992, e sentiu ali que precisava ir embora. Começou a forçar saída do time de Ron Dennis. O brasileiro, no entanto, não teve resultado no ano seguinte, quando viu Alain Prost ser campeão com extrema facilidade, justamente a bordo da Williams, no ano em que O Professor se despediu da Fórmula 1.

O tricampeão não perdeu tempo e partiu para a escuderia inglesa. Só que, justamente, neste ano as tais “forças” decidiram fazer com o time de Grove o mesmo que já tinham feito com a Mclaren, beneficiando agora a Bennetton, que dizem os mais ácidos só faltava ter piloto automático. Cá entre nós, com Michael Schumacher no cockpit, a escolha pelo condutor de carne e osso foi melhor.  Pois bem, Senna brigou com o carro desde o primeiro momento na Williams, como a maioria lembra.

Senna fez de tudo para ter um carro competitivo após declínio da Mclaren

O abandono da equipe na disputa – que fique claro que aquela que é retirada do poder está ciente do que está acontecendo – teria sido um dos motivos do sucateamento de um carro que até o ano anterior era imbatível. A explicação de uma barra de direção mal-feita estaria justamente aí. Maldoso, eu sei, mas nada absurdo.

Até hoje, só a dobradinha Michael Schumacher e Ferrari superou a vontade destas “forças”. Ali, a atuação já era mais moderada, e começou a se tentar mudar as coisas através de introdução de novidades nos regulamentos. Em 2003, após três títulos do alemão, houve mudança na pontuação, diminuindo a diferença de pontuação do vencedor para o segundo colocado de cada prova. Não adiantou.

A piração com o domínio do ferrarista foi tanta que chegaram a propor um grid ao contrário, ou seja, o vencedor de uma prova sairia no último lugar na seguinte. Tá certo que Schumi, ainda assim, ganharia um montão provas, mas não deixaram a loucura ir adiante.  Em 2005, deu certo com a proibição da troca de pneus nos carros durante as provas. Sem durabilidade, os compostos da Bridgestone não conseguiram ser competitivos contra os da Michelin. Assim, Fernando Alonso, da Renault, ganhou dois títulos consecutivos.

Schumacher não queria, mas teve que passar o bastão da F-1 para Alonso por dois anos

A bola da vez é a Red Bull, que como disse acima, domina a Fórmula 1 junto com Sebastian Vettel faz quatro temporadas. A equipe acabou freada por mudanças nos motores. A Renault afundou no desenvolvimento, fazendo com que o alemão e o australiano Daniel Ricciardo andassem lá atrás nos primeiros testes da temporada. O tetracampeão, aliás, já deu a entender que está fora da briga pelo título deste ano. Ponto para Mercedes, Mclaren, Williams e Force India, ao que tudo indicam, os melhores carros do início deste ano.

Resta saber agora quem será a candidata a próxima vítima das “forças ocultas” da Fórmula 1. O seu João Paulo tá de olho!

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4 comentários sobre “Red Bull vira vítima das “forças ocultas” da Fórmula 1

  1. São os “Tilkódromos”, Luiz Paulo. Realmente boa parte do desinteresse está aí.

    Agora, a “Teoria das Forças Ocultas” faz sentido. Tio Bernie não sossega um instante e tenho a impressão que ele fica o tempo todo maquinando possíveis mudanças para evitar a monotonia que afeta a F1 ciclicamente.

    Por outro lado, prefiro esperar os resultados depois do “valendo”. A Red Bull também gosta de um blefe…

  2. Acho que você levou esse texto a sério demais, Juarez. Inclusive não leu direito a introdução.

  3. O pior disso tudo é que os caras não enxergam que a falta de interesse no evento não está nas supremacias, pelo contrário, elas formam ídolos. A falta de interesse está nos circuitos sem ultrapassagens que cada dia mais povoam a calendário…

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