Sem pachequismo, torcer para Massa faz bem

A temporada 2014 da Fórmula 1 está sendo aberta neste fim de semana com um certeza: é importante para o fã brasileiro da categoria que Felipe Massa volte a lutar por título, e que quebre jejum de 23 anos do país sem a conquista de um campeonato.

Massa e a linda Williams Martini Racing “são o Brasil” na Fórmula 1 em 2014

Veja bem, não se trata de um arroubo pacheco. Também não acho que qualquer resultado do paulista em 2014 ajudaria a recuperar o combalido automobilismo tupiniquim. Estou pensando em mim, você e todos que adoram acordar cedo no domingo, ligar a TV e ver os bólidos voando na pista.

As transmissões da F-1 na principal emissora do país já não rendem o que rendiam antes, isso é notório. Por mais de uma vez se falou no fim das transmissões – bata na madeira, por favor. Isso, principalmente, pela falta de competitividade dos brasileiros, com exceção a alguns bons momentos de Rubens Barrichello e do próprio Massa.

Muitos jornalistas que cobrem de perto do automobilismo do país já mostraram a crise profunda na gestão e formação de talentos. Este ano, voltaremos a ter apenas um representante no grid da Fórmula 1. Luiz Razia e Felipe Nasr flertam com a categoria, mas não parecem ser candidatos a grandes pilotos. E o horizonte é nebuloso para o Brasil nesse sentido.

Durante anos entre as décadas de 70 e 90, era comum a presença de três ou quatro pilotos do país na categoria. Alguns se eternizaram, outros foram coadjuvantes, e uns só se aventuraram. Só que era comum que ao menos um brigasse por vitórias. Isso chama a atenção de todos, inclusive da televisão.

Nós, fãs de Fórmula 1, temos o privilégio de poder acompanhar o campeonato mundial ao vivo em TV aberta. Países como França, Japão, Portugal e todos da América Latina, por exemplo, não têm essa possibilidade. Logicamente, que se nos faltar piloto, sumirão anunciantes, a grana encurtará, e teremos que contar que o canal que fará a transmissão esteja no nosso pacote de TV por assinatura.

Não simpatizo muito com o Massa e até hoje só torci para ele naquela fatídica decisão de 2008. Agora, no entanto, ficarei feliz se o brasileiro ressurgir no grupo dos candidatos ao título da temporada, e ainda mais se for campeão. Afinal, não quero ver o Rio-São Paulo de showbol ou desafio de ex-BBBs no surfe na tela da minha TV…

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Um comentário sobre “Sem pachequismo, torcer para Massa faz bem

  1. Acho que na F-1 a Globo paga um pouco pela forma como lida com o esporte. Se lidasse com o fascínio pela categoria como um todo em vez de ficar apenas no “Vai, Brasil!”, teria criado um novo tipo de espectador e teria uma audiência maior.

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