Filiados à rica Ferj, clubes da Série B lutam para liberar estádios

No fantástico futebol carioca, apresentado recentemente no Esporte Fino, os preparativos estão sendo feitos para as sensacionais divisões de acesso. No reino da rica Ferj, no entanto, o último quesito resolvido foi a liberação dos estádios e a definição de onde a bola rolará para cada jogo. Depois de uma semana de atraso na competição, enfim a primeira rodada, que acontecerá neste sábado, tem (quase) todos os palcos definidos. Continuar lendo

Olho nos destaques dos pequenos nos Estaduais!

Sem querer bater outra vez nos combalidos Estaduais, é preciso dizer para poucas coisas estas competições têm sido úteis. Uma delas, é pela possibilidade de clubes de primeira e segunda divisão do Campeonato Brasileiro “garimparem” reforços de baixo custo para o restante da temporada.

Cristiano é um dos destaques dos Estaduais 2014, ao ajudar a colocar o Maringá na final do Paranaense

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Calendário apertado gera alto número de jogos “em casa”

Dias atrás, o comentarista da ESPN Gustavo Hofman citou o termo “saudade” para falar sobre o começo dos campeonatos estaduais. Segundo ele, não houve tempo para que o brasileiro sentisse falta de acompanhar seu clube. Na realidade, não houve tempo para o torcedor saber que saudade era essa durante todo ano de 2013.

Estádios vazios estão virando maioria no futebol brasileiro

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Proposta de calendário para o futebol brasileiro

Na semana passada publiquei aqui no blog um texto em que defendo a extinção dos Campeonatos Estaduais para proporcionar um calendário mais racional para o futebol brasileiro. Em diversos fóruns, a discussão foi quente e produtiva, como o assunto merece. A partir disso, resolvi montar minha proposta definitiva, sem os Estaduais, e com o Brasileirão tomando o ano todo. Você a confere logo abaixo.

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Dou o braço a torcer. Os Estaduais precisam acabar

Por baixo, uns 2,9 mil jogadores ficam sem clube na maior parte do ano, segundo matéria da Folha de S. Paulo. Clubes e mais clubes ficam inativos de maio até janeiro. O quadro afeta atletas, preparadores físicos, massagistas e roupeiros, em um alarmante caso de desemprego em massa.

O parágrafo acima não é o jeito correto de abrir um texto argumentativo. Não apresento uma ideia. Por outro lado, os dados são, na minha modesta opinião, impactantes demais para não estarem no topo da discussão sobre o calendário do futebol brasileiro. Continuar lendo

O time que já entra em campo derrotado por sua torcida

A fase é ruim e vai se tornando péssima. Aí o torcedor sai de casa (ou deixa de voltar para ela), paga um valor nada barato pelo ingresso e vaia o time desde antes do jogo, pedindo cabeça de técnico, cobrando jogador. Esse é o retrato atual do Vasco, que vai sim afundando tecnicamente, tendo no seu torcedor uma pesada âncora.

Derrotado, esse é o Vasco atual

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Sobre a espanholização, modelo alemão e a reestruturação do futebol brasileiro

A gente fala muito no modelo ideal para o futebol brasileiro. Vivemos a espanholização, temos que copiar o que é feito na Alemanha, muitos dizem. Ok, é um caminho plausível, mas acho que antes de tudo é preciso que os dirigentes do futebol brasileiro (clubes, federações e CBF) entendam que é preciso mudar, para que depois busquemos a transformação que melhor nos cabe. Continuar lendo

Já passou da hora

Agora o futebol brasileiro resolveu se mudar de cara. Estuda-se a adoção do calendário “europeu” por aqui. Isso significa que a temporada não começaria mais em janeiro, para terminar em dezembro. Ela teria seu início em julho ou agosto e se encerraria em maio ou junho.

Ricardo Teixeira está enfrentando a Rede Globo ao analisar a proposta de mudança do calendário

Ricardo Teixeira está enfrentando a Rede Globo ao analisar a proposta de mudança do calendário

Há muito tempo eu acho essa uma boa idéia. Não porque isso fará nossos jogadores permanecerem no país. Isso não vai acontecer enquanto não tivermos estrutura e não limitarem a presença de estrangeiros nos clubes europeus, asiáticos. Mas, existem outras razões, pelas quais julgo interessante essa novidade:

– valorização da Seleção: atualmente a Copa América, Copa do Mundo, acontece no meio do Brasileirão. Como se torce mais pelo time, do que pela Canarinho, é normal ver fãs de futebol, reclamando da paralisação do Nacional;

– participação em torneios internacionais: você não gostava de ver seu time no Tereza Herrera, Ramón de Carranza. Pois é, esses torneio continuam acontecendo e os brasileiros ficam de fora. Neste ano, o Boca Juniors fez uma excursão pela Europa e a LDU disputou um torneio com Real Madrid, Juventus. Com certeza, ganharam belos cachês.

– racionalidade do planejamento esportivo: esse ano o Corinthians ganhou a Copa do Brasil e deu tchau para o Brasileiro; já o Cruzeiro perdeu a Libertadores, e o rumo no Nacional. Isso tudo em julho. Na metade da temporada! Não seria melhor que entrassemos no último mês da temporada, encarando-o como um mês de decisões? Últimas rodadas do Brasileirão, final da Copa do Brasil, Libertadores!

– permanência de jogadores: Sim! É só olhar para a janela de transferências da Europa. Em quantidade e qualidade, a maioria dos negócios acontecem no meio do ano. Nossos craques sairiam de qualquer maneira. Mas, pelo menos, haveria uma chance maior deles deixarem o seu clube, no final da temporada.

Amanhã, continuo falando do assunto, propondo o meu calendário ideal para o futebol nacional!